Qual a diferença entre atacado e varejo?

O comercio envolve etapas do qual fazem parte segmentos distintos.

Nesse artigo, vamos entender a diferença básica entre um estabelecimento atacadista e um varejista.

Em linhas gerais, o comércio envolve as atividades da indústria, do atacadista, do varejista e do consumidor final. ´

É importante que entendamos essas diferenças e seus reflexos na atividade da empresa.

 

Atacado e varejo

Do ponto de vista legal, os estabelecimentos atacadistas comercializam diretamente com as empresas que revenderão os produtos, em grandes quantidades, aos seus clientes varejistas.

No caso dos varejistas, a legislação define como clientes os consumidores finais. Ou seja, aqueles que consumirão o produto.

Tais empresas possuem Código Nacional de Atividades Econômicas – CNAE específico para exercer tais atividades.

 

O que é um atacarejo?

Um estabelecimento pode exercer atividades de atacado e varejo simultaneamente. Para tanto, precisa ter CNAEs correspondentes no cadastro do CNPJ.

Sempre que vender a revendedores exercerá a função de atacadista. Quando vender a consumidores finais, exercerá a função de varejista.

Como distinguir as atividades na venda?

Nesses casos, a distinção é feita através dos Códigos Fiscais de Operações e Prestações – CFOP.

Tais códigos identificam se a empresa está vendendo produtos de produção própria ou se adquiriu o produto de terceiros.

 

Por que distinguir as atividades? 

Para essa questão, basta focarmos no preço. Isso mesmo: preço.

Sempre que a empresa vende a um revendedor, ela precisa praticar um preço menor para que o varejista consiga calcular o preço do seu produto com certa margem de lucro.

Por esse motivo, um estabelecimento “atacarejo” deve observar quem é o cliente (revendedor ou consumidor final).

Podemos observar que segmentos, como o de pequenas confecções, por exemplo, vendem tanto a outros lojistas como a consumidores finais. Nesse caso, praticam dois preços distintos.

Imaginem se o preço praticado for o de fabricação própria. Os lojistas revendedores não teriam margem de lucro para praticar pelo preço mais baixo dessas confecções.

Empresas de grande porte negociam diretamente com a indústria e, além do preço de tabela desses estabelecimentos, também tem adquirem outras vantagens que trataremos em outro artigo.

 

Atacadista pode vender a consumidor final?

Sim. Desde que no cadastro do CNPJ esteja listada a atividade de varejista.

Nesse cenário, cabe observar que, se a empresa não possui CNAE de varejo e vende com habitualidade a consumidores finais, poderá ser punida com uma autuação fiscal e outras penalidades, de acordo com o entendimento da fiscalização.

 

O varejista e a nota fiscal eletrônica

A Nota Fiscal Eletrônica- NFe substituiu as notas fiscais modelo 1 e 1A que, anteriormente, eram utilizadas pelos fabricantes, contribuintes do ICMS e do IPI, bem como dos revendedores contribuintes do ICMS.

A Nota Fiscal Eletrônica de consumidor – NFCe substituiu a nota de balcão.

Embora muitos varejistas não se deem conta disso, mas o modelo de nota fiscal eletrônica deverá ser observado quando a venda acontecer.

Via de regra, a NFe será emitida a outros revendedores sempre que o cliente estiver dentro ou fora do estado e, no caso dos varejistas, sempre que o cliente estiver fora do estado.

Já a NFCe deve ser emitida quando o cliente do varejista estiver dentro do estado.

Por que emitir a nota fiscal no modelo correto?

A emissão de notas fiscais é uma obrigação fiscal e seu descumprimento leva a multas calculadas por documento emitido em razão da atividade da empresa.

Dessa forma, cabe observar se tais documentos estão sendo emitidos de maneira correta.

 

MEI pode ser atacadista?

As atividades relacionadas aos Microempreendedores Individuais – MEI não contemplam CNAEs de atacadistas.

Nesse caso, cabe observar se a empresa está vendendo a outros lojistas (varejistas).

Cabe distinguir a atividade de costureiro de roupas confeccionadas sob medida ou não e que seja independente.

Nesse caso,  se o MEI não costurar as próprias peças, a atividade será de comercio de artigos de vestuário comprovado pela aquisição das peças fornecida por terceiros.

No caso do costureiro independente, a atividade será comprovada pela aquisição de matéria-prima.

Deixo claro que em ação fiscal a quantidade comprada, assim como a vendida serão analisadas pelo fiscal designado para o caso.

Também devemos ter em mente que a nota fiscal eletrônica permite o mapeamento tanto das compras dos insumos quanto das vendas.

Essa analise possibilitará o questionamento por parte do fisco.

 

Como escolher a melhor atividade?

Muitos empreendedores ao iniciar suas atividades se sentem muito perdidos quanto à escolha da atividade.

No próximo artigo, focarei no planejamento da atividade para orientar as novas formalizações ou mesmo para auxiliar no desenho de novos negócios.

 

Aguardem Como planejar a atividade da empresa?

Esse artigo foi útil pra você?

 

 

 

 

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